©2019 by Onde eu deixei.

Ex-bagunceira convicta, Carol Ferraz.

Organizer que utiliza diversos métodos como o desenvolvido pela @acasacomvida, especialista em psicanálise, ajudando pessoas que também dizem muito a frase "Onde eu Deixei?"
Menos organizadores plásticos. Mais escolhas com amor 💙
Atendo em São Paulo e Curitiba.

Eu tinha trabalhado até tarde. Era um daqueles dias difíceis. Cheguei no portão do prédio e a frase que eu mais falava aconteceu:

Onde eu deixei minha chave?


Sentei na calçada e procurei. Nada. Liguei no trabalho e me disseram que não estava lá. Refiz meu caminho todo: entrei no mercado, na farmácia, olhei atentamente as ruas. Revirei a estação Marechal Deodoro inteira: achados e perdidos, segurança. Falei com os moradores de rua. Liguei pro terminal de ônibus para ver se o cobrador tinha encontrado. Nada.


Eu nunca tinha me empenhado tanto para reaver uma chave, afinal, ao menos duas cópias delas estão entre os meus amigos já que perder minhas coisas não era incomum. Eu me organizava toda semana e mesmo assim nunca encontrava as minhas coisas. 

Mas essa chave era diferente. Ela tinha a medalhinha de identificação da minha falecida cachorrinha, dois chaveiros muito amados e um vira-tempo. 

Há anos eu eu queria um vira-tempo, até que consegui um de presente. E eis que dois meses depois eu já tinha perdido minha chave com ele! Eu era 50% ódio, 50% cansaço.

 

Atravessei a cidade rumo a Zona Norte para pegar uma outra cópia da minha chave. Mais uma vez tinha perdido algum objeto que eu amava. 3 horas depois cheguei em casa e desabei. No outro dia, saindo do trabalho, vi algo brilhando entre meu gaveteiro e a parede. Era ele. Quando peguei o vira-tempo na mão lembrei que a função dele em Harry Potter era dar mais tempo a Hermione, e a cada vez que eu perdia algum objeto eu perdia justamente tempo e ganhava raiva e frustração.

Não aguentava mais aquilo. Eu era ótima (boa mesmo!) em tirar sarro da minha desorganização, mas não dava mais. Não era um hábito inocente. Não era minha identidade. Era só tempo perdido. Cheguei em casa e comprei o livro da Marie Kondo, na época sem ter ideia de que um vira-tempo viraria tanto a minha vida.

Hoje, comemoro dois anos dessa história e resolvi ajudar pessoas que também dizem muito a frase "Onde eu Deixei?". Ex-bagunceira convicta, Relações- Públicas pela Cásper Líbero, especialista em clínica da cultura e semiótica psicanalítica pela PUC, deixei o departamento de comunicação de uma grande empresa depois de ter minha vida transformada pelas metodologias de organização. Hoje, sou personal organizer focada em diversas metodologias e certificada pela a Casa Com Vida, conduzida por Micaela Góes, do Santa Ajuda, e Ivana Portella.